A Administração Federal de Segurança de Transporte Rodoviário (FMCSA) iniciou o processo de retenção de US$ 73.502.543 em fundos federais para programas rodoviários no estado de Nova York, após o estado, segundo o regulador, não ter cumprido as medidas corretivas prescritas no programa de emissão de carteiras de motorista comerciais "não domiciliadas" (CDL). A decisão foi anunciada publicamente pelo ministro dos Transportes, Sean Duffy; ele afirmou que Nova York tem 30 dias para cumprir as exigências, caso contrário, a retenção dos fundos será implementada. Isso foi relatado por vários meios de comunicação, incluindo a publicação Fox News e a análise do setor FreightWaves.
A questão em debate é a conformidade com as regras federais para emissão de CDL a motoristas que não são residentes do estado (não domiciliados). De acordo com dados apresentados pela FreightWaves, uma auditoria federal revelou um alto nível de não conformidade: de 200 registros verificados, 107 casos, ou seja, 53%, foram considerados emitidos em violação das exigências. A publicação afirma que não se trata de uma "nova interpretação" das normas, mas de regras antigas que o estado, segundo a FMCSA, não cumpria sistematicamente.
A principal crítica dos auditores, conforme descrito nos materiais, está relacionada à forma como os prazos de validade das licenças eram atribuídos no sistema DMV do estado. Segundo a versão federal, a lógica do programa levava à emissão de CDL comuns (não REAL ID) com validade de até oito anos, mesmo quando os documentos que comprovavam a permanência legal e/ou o direito ao trabalho eram válidos por períodos significativamente menores. A FreightWaves fornece exemplos em que a validade dos documentos de autorização era de 60 dias ou expirava em 2025, enquanto a licença era emitida até 2032; também são mencionados casos em que documentos de comprovação já vencidos poderiam ter sido usados como base para a emissão.
Duffy, em declarações públicas, caracterizou a situação como emissão de CDL "ilegal" e a associou à falta de controle da administração anterior, ao mesmo tempo em que enfatizou que agora o nível federal buscará o cumprimento das exigências por meio de medidas financeiras. As formulações e o tom das declarações são transmitidos no material da Fox News, onde também se menciona o prazo de 30 dias para adequação do programa.
Do lado do estado de Nova York, houve uma resposta pública. O porta-voz do DMV, Walter McClure, afirmou que a emissão de CDL é regulamentada a nível federal e que o estado cumpre as regras federais, e que cada emissão passa por uma verificação do status legal do solicitante. Ele chamou as ações de Duffy de "truque" (stunt) e rejeitou a tese de emissão "ilegal" de licenças. Essas palavras são citadas pela Fox News. Entretanto, na apresentação da FreightWaves, a parte federal insiste que o problema não se limita a observações procedimentais e requer ações concretas para "limpar" o conjunto de documentos já emitidos.
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De acordo com a FreightWaves, a FMCSA insiste que Nova York não completou o conjunto de medidas corretivas prescritas, incluindo rescisões obrigatórias — o cancelamento/revogação efetiva das licenças que o regulador considera emitidas com violações. A recusa ou demora em tais revogações é descrita no material como o gatilho para a transição para a retenção de financiamento.
A quantia de US$ 73,5 milhões em questão está vinculada a alocações federais para rodovias e, conforme observado na FreightWaves, é aproximadamente equivalente a 4% do volume total de fundos do estado para dois programas — National Highway Performance Program e Surface Transportation Block Grant. Nas publicações, incluindo a Fox News, a quantia é frequentemente arredondada para "US$ 73 milhões", mas o material do setor fornece o valor exato — US$ 73.502.543.
Uma linha separada aborda a escala da própria base "não domiciliada". A FreightWaves menciona 32.606 CDL não domiciliados ativos no estado. A publicação também fornece uma avaliação aritmética: se a taxa de não conformidade da amostra de auditoria fosse representativa, poderia haver dezenas de milhares de licenças com defeitos potenciais. Isso é uma avaliação, não uma conclusão do regulador, mas explica por que a FMCSA exige não apenas correções pontuais "na entrada", mas um trabalho retrospectivo nos documentos já emitidos.
Além da alavanca financeira, os materiais descrevem um cenário de coerção mais rigoroso. A FreightWaves indica que, se a disputa continuar, a FMCSA pode iniciar o processo de "descertificação" sob 49 U.S.C. § 31312 e normas 49 CFR Part 384, Subpart E (incluindo § 384.405). Na prática, isso significaria proibir o estado de realizar quaisquer operações com CLP/CDL — não apenas no segmento não domiciliado, mas também na emissão, renovação, transferência e atualização de licenças em geral. Nas publicações atuais, isso é indicado como um possível próximo passo, mas o fato confirmado é o início do mecanismo de retenção de fundos e a "janela" de 30 dias para a reação do estado.
Para as empresas que verificam documentos de motoristas por meio de processos padrão de contratação e arquivos DQ, a notícia se concentra em outro risco: a validade da licença no sistema estadual e a validade "formal" do cartão não eliminam questões, se o regulador federal qualificar o processo de emissão como não conforme às regras. A FreightWaves liga diretamente a situação às obrigações do transportador de permitir que apenas motoristas devidamente licenciados operem, conforme 49 CFR Part 391, destacando que reclamações podem surgir mesmo na ausência de conhecimento da empresa sobre o defeito no processo de emissão.
A troca pública de declarações neste estágio se resume a duas posições. A parte federal, na interpretação da FreightWaves e nas citações da Fox News, acredita que o estado teve tempo suficiente para corrigir, mas as ações necessárias — incluindo a revogação de CDL não domiciliados emitidos incorretamente — não foram realizadas. O DMV de Nova York, por sua vez, insiste que as verificações de status legal são realizadas, e as reivindicações do ministro são um ataque politizado.

