O governador de Indiana, Mike Braun, anunciou o lançamento de uma iniciativa estadual visando a anulação de CDL que, segundo as autoridades, foram emitidos com irregularidades, principalmente no segmento de CDL não domiciliados. Simultaneamente, a administração estadual promove o endurecimento da responsabilidade tanto para motoristas considerados «imprópria e licitamente licenciados» quanto para transportadoras que continuam a contratá-los.
A declaração foi publicada em um post oficial do governador no Facebook, onde Braun vinculou a iniciativa a questões de segurança viária, controle migratório e cumprimento dos requisitos de proficiência em inglês, críticos para o trabalho nas estradas dos EUA, incluindo a compreensão de sinais de trânsito e instruções policiais (post do governador Mike Braun).
Segundo Braun, três áreas serão chave: revisão da legalidade da emissão de CDL no estado (com foco nos mecanismos não domiciliados), fortalecimento do controle sobre a Proficiência em Língua Inglesa (ELP) e introdução de sanções mais severas que devem «remover incentivos» para o uso de mão de obra de motoristas com status documental problemático.
A essência da iniciativa, conforme descrita na declaração e nos comentários dos parceiros do governador no ramo legislativo, resume-se a uma combinação de ações administrativas e preparação de mudanças na legislação estadual.
O primeiro bloco — anulação de CDL «emitidos ilegalmente». Braun afirma que o impulso veio de uma auditoria federal do programa de CDL não domiciliados em Indiana. Segundo ele, após a auditoria, o estado já começou a retirar das estradas «centenas» de motoristas que obtiveram licenças com irregularidades. Não são fornecidos números exatos, períodos de verificação, nem se trata de anulação, suspensão ou desqualificação na comunicação pública. Para o mercado, este é um detalhe crucial, pois as consequências legais para a transportadora variam dependendo da formulação: «revogação» (anulação), «suspensão» (suspensão), «desqualificação» (desqualificação), bem como de quando exatamente a transportadora foi notificada sobre a mudança de status.
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O segundo bloco — componente penal e de multas. O representante estadual Jim Pressel (Rep. Jim Pressel), que participa da preparação das emendas, em comentários públicos citados nos materiais de origem, estabeleceu o patamar das sanções: $5.000 para o motorista que dirige um veículo comercial com licença «incorreta» e $50.000 para o proprietário/operador de empresa de transporte que contrata um motorista com CDL ilegal/inválido ou sem CDL. Também foi mencionado o aumento da gravidade da infração para Level 6 felony para casos de direção sem licença adequada no contexto da emenda proposta. Para empresas que operam em trânsito por Indiana, é importante notar: se a aplicação da lei for construída em torno do fato de contratação e permissão para a viagem, as sanções podem afetar não apenas as frotas de Indiana, mas qualquer transportadora que seja inspecionada no território do estado.
O terceiro bloco — ELP. Braun apresenta o fortalecimento do controle sobre o conhecimento do inglês como um elemento de «aptidão básica» do motorista para trabalhar com segurança na estrada. As declarações falam sobre a capacidade de ler e entender sinais de trânsito e instruções das autoridades. Para a indústria, isso é um sinal de possível aumento de out-of-service em inspeções e verificação mais rigorosa da qualificação — não apenas no nível do teste ao emitir o CDL, mas também na estrada.
O procurador-geral do estado, Todd Rokita (AG Todd Rokita), participa da iniciativa. De acordo com a posição apresentada, a equipe de Rokita busca tornar a revogação de CDL obrigatória em certas categorias de casos, e não uma decisão discricionária do departamento ou tribunal. Na retórica pública, isso está relacionado à tese de «risco à segurança pública» e à tentativa de fixar na lei uma ligação mais rígida entre o status migratório e o direito de dirigir transporte comercial.
Do ponto de vista prático para as transportadoras, aqui é mais importante não o pano de fundo político, mas as consequências processuais: se a revogação de licenças se torna obrigatória por critério formal, a janela para apelações pode se estreitar, e o risco de perda repentina de um motorista «no meio da semana» — aumentar. Isso eleva o custo das verificações na fase de contratação e verificação periódica de documentos já no estado de operação.
Na declaração, Braun refere-se aos resultados da operação «Midway Blitz» na fronteira com Illinois, realizada «no outono passado». Segundo ele, 223 pessoas foram detidas nas rodovias de Indiana, que ele chama de «imigrantes ilegais», dos quais 146 eram motoristas de caminhão. Esses números foram apresentados como argumento de que o problema não é isolado e requer uma reação sistêmica por meio de licenciamento e contratação.
No entanto, nas revisões setoriais disponíveis e nos resumos gerais de mercado que circulam em fevereiro de 2026, não há confirmações diretas desta operação, sua escala e composição dos detidos. Isso não significa que a operação não tenha ocorrido, mas mostra que, no momento da preparação do material fora da publicação do governador e dos resumos relacionados, a indústria não recebeu detalhamento independente: quem conduziu o evento (quais divisões do ISP e em que configuração), quais composições de infrações foram incriminadas, qual foi o resultado processual (procedimentos de deportação, processos criminais, multas administrativas), e quantos dos detidos realmente estavam relacionados ao transporte comercial em atividade, e não, por exemplo, ao status de passageiro ou outro papel.




