Durante discurso ao Congresso em 24 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu publicamente aos legisladores que aprovassem uma lei federal proibindo os estados de emitirem carteiras de motorista comerciais (CDL) para pessoas no país ilegalmente. Ele propôs a iniciativa como uma lei separada chamada "Lei Dalilah", em homenagem à menina Delilah Coleman, cuja história foi usada como justificativa emocional para endurecer as regras de acesso à condução de caminhões pesados.
No dia seguinte, 25 de fevereiro, o senador Jim Banks (republicano, Indiana) apresentou ao Senado um projeto de lei que expande a ideia apresentada pelo presidente e a transforma em um conjunto de condições federais para os estados. O mecanismo de pressão chave é vincular o cumprimento dos novos requisitos ao recebimento de financiamento do Departamento de Transportes dos EUA (USDOT). Do ponto de vista do setor, isso é um detalhe importante: em vez de uma "interceptação federal" direta das competências do DMV, o projeto de lei oferece uma alavanca financeira capaz de alinhar rapidamente as regras em diferentes jurisdições e, ao mesmo tempo, provocar resistência a nível estadual.
Na apresentação da iniciativa, após a introdução do projeto no Senado, a "Lei Dalilah" estabelece um "filtro" federal para a emissão e manutenção de CDL. Essencialmente, trata-se de dois caminhos paralelos: quem pode obter um CDL e o que fazer com as licenças já emitidas para certas categorias de titulares.
Trump nomeou a iniciativa em homenagem a Delilah Coleman — uma menina ferida em um acidente envolvendo um caminhão. Segundo relatos, o acidente ocorreu em junho de 2024: um semirreboque dirigido por Partap Singh, de 20 anos, colidiu com um carro parado em que Delilah estava. A criança sofreu uma grave lesão na cabeça e, segundo relatos, passou três meses em coma. Mais tarde, ela sobreviveu e agora está no primeiro ano; no discurso ao Congresso, ela estava presente com seu pai.
Os materiais em torno da iniciativa também mencionam que Singh foi deportado para a Índia em setembro de 2025. Este detalhe é usado pelos defensores do projeto de lei como confirmação da necessidade de "fechar brechas" no acesso ao CDL e reforçar a verificação de status.
Mantenha-se Atualizado com Notícias da Indústria
Inscreva-se em nossa newsletter e receba as últimas notícias da indústria de caminhões, atualizações de regulamentos e dicas de carreira diretamente em sua caixa de entrada.
Respeitamos sua privacidade. Cancele a inscrição a qualquer momento.
Para o mercado de transporte de cargas, casos como este sempre têm duas camadas. A primeira é a tragédia e a pressão pública, que exigem uma resposta simples e rígida. A segunda é a questão de quais elementos da cadeia permitiram que o motorista fizesse a viagem: status de imigração, qualidade do treinamento, verificação de qualificação, cultura de segurança do transportador, controle do regulador, autorizações médicas, cumprimento do regime de trabalho e descanso. A "Lei Dalilah" foca principalmente no status e na língua dos exames — ou seja, na barreira de entrada para a licença, e não na supervisão subsequente do transportador e do motorista.
A iniciativa recebeu apoio da OOIDA (Owner-Operator Independent Drivers Association). A organização tradicionalmente adota uma posição rígida sobre questões de padronização de requisitos para treinamento, verificações e cumprimento de regras, e aqui enfatiza que requisitos mais rigorosos e uniformes para a emissão de CDL e competência linguística, em sua opinião, aumentam a segurança e reduzem o campo para abusos.




